Solo livre para respirar, água livre de contaminação e menos calor nas ruas. Essas são algumas das vantagens da pavimentação ecológica! Belém, uma das capitais mais chuvosas do país, e especialmente as suas ilhas, correm o risco de ter o solo contaminado e impermeabilizado pelo asfalto. Obras que ignoram o escoamento da água, a preservação do solo e o calor excessivo avançam sem pensar no futuro da população. Quem mais sofre são as comunidades das ilhas e periferias, que convivem com ruas alagadas e sem infraestrutura. Mas existe um caminho: um Projeto Indicativo de Lei propõe a pavimentação ecológica e a drenagem sustentável nas obras públicas de Belém, com prioridade para as ilhas, às margens de rios e igarapés e as áreas que alagam. A decisão agora está nas mãos do prefeito Igor Normando. Pressione para que ele aprove a proposta e garanta alternativas sustentáveis ao asfalto para as ilhas e para toda a cidade!




Título do bloco de pressão Pressione o Prefeito de Belém, Igor Normando!

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querem a pavimentação ecológica!







Pensar formas sustentáveis para Belém e suas ilhas é um grande desafio, mas também uma necessidade urgente diante das consequências desastrosas da crise climática, sobretudo para amenizar as frentes de calor que já fazem parte da realidade das regiões insulares da Amazônia.

Ouvir a comunidade é fundamental para que essas soluções aconteçam com participação social e protagonismo de quem vive os impactos diretos e já desenvolve tecnologias ancestrais e comunitárias para enfrentá-los.

Essa luta começou em 2023, nas comunidades da Ilha de Caratateua, e hoje virou um Projeto Indicativo de Lei: pavimentação ecológica e drenagem sustentável nas obras públicas de Belém, com prioridade para as ilhas e as áreas alagáveis. Agora é a vez da Prefeitura agir! Envie seu e-mail ao prefeito Igor Normando e peça que ele aprove a proposta. Leva menos de um minuto.










Por que pavimentação ecológica?

Um dos fatores que mais contribuem para enchentes, alagamentos e o desequilíbrio do ciclo da água é a impermeabilização do solo, causada pelo uso massivo de asfalto e concreto nas cidades. Ela também contribui para o surgimento das chamadas ilhas de calor. A pavimentação ecológica é uma alternativa para enfrentar esses problemas. Mesmo assim, é comum que projetos de saneamento, feitos para resolver problemas pontuais, não levem em conta a realidade e as dinâmicas do território, o que acaba intensificando esses mesmos problemas a médio e longo prazo.
E a pavimentação ecológica não precisa ser mais cara. Em Vila Velha (ES), a Prefeitura implantou blocos de concreto poroso nas vias da região da Barra do Jucu, a partir de pesquisa da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). O estudo que acompanhou a obra apurou que o pavimento permeável ficou apenas cerca de 6% mais caro que o pavimento convencional equivalente, com redução de cerca de 21% nos custos de drenagem. É um dado importante para desfazer a ideia de que a pavimentação ecológica é, necessariamente, mais cara.






A questão socioterritorial de uma ilha/território

Hoje, o modelo de saneamento costuma funcionar como uma receita de bolo, aplicada a toda e qualquer situação, sem considerar as especificidades de cada lugar. É um modelo que não prioriza as relações socioambientais, os benefícios que a paisagem proporciona ou a história daquele espaço, mas apenas o custo-benefício para alguns atores, como o próprio Estado e outros detentores de capital. Por isso, é importante considerar a dinâmica e o modo de vida da comunidade que será beneficiada pelos projetos de saneamento. Nesse sentido, as Soluções Baseadas na Natureza (SbN) têm sido cada vez mais valorizadas para mitigar problemas como a intensificação de microclimas, enchentes e alagamentos, pois buscam atender, ao mesmo tempo, a objetivos ambientais, sociais e econômicos.





Solução a partir do protagonismo da comunidade

Essas soluções devem vir acompanhadas do envolvimento popular, a partir das demandas da própria comunidade. Está ultrapassada a ideia de (des)envolvimento, de algo que vem de fora para dentro, sem a participação de quem será atingido pela política pública e com uma visão hegemônica e dissociada do bem viver. Tecnologias ativas e sociais, pensadas para cada território, são o único caminho possível para combater os impactos socioambientais de modelos que não priorizam as relações com a natureza e com o meio ali existente. Esses modelos geram e agravam injustiças sociais, ambientais e climáticas.